História memorável

História memorável

1 de fevereiro de 2020 0 Por admin

Adilson Siqueira, um dos fundadores da Câmara Júnior de Cascavel, lembra com saudades do começo de “uma jornada”

Os olhos atentos do Professor Adilson José Siqueira são ligeiros ao ver detalhes das fotos antigas, dos recortes de jornais, do velho caderno onde ainda tem anotado os nomes de todos os que um dia participaram do Concurso Alfa de Oratória, quando o evento parava Cascavel para ver quem era o “rei do discurso” na pacata cidade dos anos de 1970 e 1980. “Um tempo bom. Fazíamos os concursos de oratória e isso agitava a cidade. Sempre buscamos desenvolver os jovens, porque a palavra é a maior arma de uma pessoa. Pela palavra, você faz a guerra ou estabelece a paz”, ensina o sábio professor.
Mas como surgiu a Câmara Júnior, que hoje vem a ser a JCI Cascavel? O professor não demora na resposta. “Éramos todos jovens, e nos reuníamos nas manhãs de domingo para conversar. Sérgio Brum, um dos amigos que morava com a gente numa república, já conhecia algo relacionado a Câmara Júnior, e sabia que havia uma representação disso na região. Mas foi em Foz do Iguaçu, que nos apadrinhou, que conhecemos melhor esse mundo”, lembra, saudoso. “Lá, numa reunião com os ‘caciques’ da época, entre eles o presidente nacional, fui intitulado ‘cônsul-júnior’ e fiquei responsável por organizar isso em Cascavel”, relata.
Então, no dia 8 de outubro de 1975, estava oficialmente criada a Cajuvel – Câmara Júnior de Cascavel.

Jovens visionários
A criação da Cajuvel trouxe uma oxigenação para a empoeirada Cascavel de outrora. O grupo, primeiramente formado por sete jovens que entravam já na casa dos 30 anos de idade, começava a ganhar corpo e envolver outros jovens na busca das discussões das atividades corriqueiras da cidade. “O concurso de oratória era um evento cultural, ao passo que o Baile do Vinho, que nós também organizávamos, era um evento social e veio a se tornar tradicional. Com o baile angariávamos fundos para a Câmara Júnior, para construir nossa sede e impulsionar outros projetos”, revela Adilson.
Os registros no “livro azul”, onde tem recortes de jornais e fotos, coladas cuidadosamente ano após ano, mostram as atividades da Cajuvel. De visita de governadores a ações sociais da entidade, as memórias arquivadas mostram uma turma de jovens visionários, que já planejavam a Cascavel do futuro. “Tenho plena esperança que esta nova geração juniorista possa resgatar aquilo que um dia sonhamos, que é uma juventude ativa, participativa. Eu sou um grande incentivador e tenho certeza que outros sêniores e senadores também. Essa entidade sempre foi uma grande chance da juventude fazer a diferença”, finalizou o professor.
Para os interessados, as reuniões da JCI Cascavel acontecem todas as segunda-feira, a partir das 19 horas, na sede da entidade, rua Câmara Júnior, 130, e é aberta à comunidade que queira desenvolver habilidades de oratória, liderança e que acima de tudo, trabalhe para um mundo melhor.